O conceito de saúde no trabalho avançou muito ao longo do tempo. Se antes a definição se limitava à ausência de doenças e de acidentes no ambiente profissional, hoje diz respeito também a ações para promover work-life balance, saúde mental e bem-estar

O avanço é baseado em dados científicos. Ao buscarem responder à questão “Os programas de promoção à saúde no ambiente de trabalho funcionam?”, cerca de 20 pesquisadores internacionais chegaram à conclusão que sim. 

Eles revisaram uma série de estudos realizados sobre o tema e constataram que “evidências acumuladas nas três últimas décadas mostram que programas bem desenhados e bem executados podem alcançar resultados positivos na saúde [do colaborador] e nas finanças [da empresa]”. 

O que é um ambiente de trabalho saudável?

Para fazer essa avaliação é preciso dar uma olhada em como estão as pessoas, o ambiente e a organização:

As pessoas

Estar com disposição física e mental é uma condição básica para a realização das atividades profissionais. Isso depende de estímulos externos mas também das características pessoais (aspectos genéticos, traços da personalidade e hábitos de vida).

Quando a saúde do colaborador vai bem, a produtividade tende a aumentar – e o oposto também pode ocorrer. Por isso, é muito importante que o local de trabalho valorize o autocuidado e conte com ações voltadas para a qualidade de vida. 

O ambiente

A forma como o trabalho afeta a saúde das pessoas inclui, principalmente, a estrutura física, o tipo de atividade, a carga de trabalho e as relações com colegas, chefes e clientes. 

Para ser considerado seguro, o ambiente de trabalho precisa seguir padrões ergonômicos {a gente explica nesta outra matéria como montar uma estação de trabalho ideal} e de higiene.

Dependendo do segmento, pode ser necessária maior atenção aos riscos de acidentes e de contaminações (como no caso do uso de máquinas ou de manipulação de produtos químicos, por exemplo). 

A carga de trabalho de cada colaborador também requer cuidado especial. Um estudo realizado pelo pesquisador John Pencavel, da Universidade de Stanford, nos EUA, mostrou que, em uma semana, após 50 horas de trabalho (ou 10 horas por dia útil), a produtividade cai drasticamente.

A sobrecarga também pode levar ao esgotamento físico e mental, desencadeando o burnout em casos mais graves. 

Outro fator que merece atenção são as relações humanas no ambiente de trabalho {a liderança humanizada está em alta!}.

Quanto maior for o espírito de colaboração, de respeito e de inclusão no convívio diário, maior será a probabilidade das pessoas terem mais motivação no trabalho para executar as tarefas com dedicação e eficiência. 

A organização

Para que as pessoas estejam saudáveis e o ambiente seja propício para equipes de alta performance, é importante que o bem-estar faça parte dos valores das organizações. 

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cada vez mais as empresas se conscientizam disso.

“As organizações mais progressistas reconhecem que seus recursos mais importantes são seus recursos humanos”, afirma a entidade, ressaltando que muitos problemas no local de trabalho derivam da falta de compromisso com as necessidades dos colaboradores.

Como promover a saúde no trabalho?

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o modelo de um local de trabalho saudável parte de uma análise multidirecional, que inclui indicadores de saúde dos trabalhadores, custos com saúde e situações específicas que precisam ser aperfeiçoadas. 

A partir dessa avaliação, um planejamento amplo de ações pode ser elaborado. O ideal é que a implementação ocorra dentro de um cronograma permanente, em que haja monitoramento e constante revisão do plano inicial. 

Ideias para um programa de saúde e bem estar no trabalho:

  • Adequação ergonômica de espaços, móveis e equipamentos;
  • Protocolos de prevenção e monitoramento de riscos;
  • Palestras, cursos, workshops e lives de conscientização sobre hábitos saudáveis de vida e work-life balance;
  • Estímulos à prática de atividade física, parceria com academias ou criação de espaço para treino dentro da empresa;
  • Adaptação de instalações com foco no bem-estar (bicicletário, vestiário, cozinha comunitária, local para pets);
  • Incentivo às pausas ativas e à realização de atividades de descompressão;
  • Atividades temáticas de prevenção; 
  • Projetos voltados para grupos específicos (pessoas com deficiência, gestantes, obesos, idosos); 
  • Programas de educação corporativa e de desenvolvimento gerencial;
  • Capacitação em gestão do tempo para ser mais produtivo e em gerenciamento do estresse;
  • Disponibilização de canais de escuta aos colaboradores;
  • Monitoramento de ausências e afastamentos;
  • Incentivo e preparação das equipes para a prática de feedback;
  • Atividades integrativas e de lazer;
  • Iniciativas de valorização da diversidade e da inclusão;
  • Ações voltadas ao voluntariado e à colaboração social;
  • Oferecimento de benefícios, incluindo incentivos ao desenvolvimento pessoal e à cultura;
  • Licenças estendidas;
  • Flexwork;
  • Possibilidade de folgas ou de antecipação de férias;
  • Realização de pesquisas periódicas sobre a saúde dos colaboradores e sobre como se sentem em relação ao trabalho;
  • Revisão de políticas internas visando o autocuidado;
  • Divulgação de práticas de convivência voltadas para o respeito e a colaboração; 
  • Inserção do bem-estar nos valores da empresa.

Diminuição do absenteísmo é um das vantagens dos programas de bem-estar

Promover a saúde e o bem-estar no trabalho traz benefícios para as pessoas e para as organizações. Um dos principais efeitos positivos é a diminuição do absenteísmo, que diz respeito a faltas, atrasos e outros afastamentos frequentes. 

As ausências reiteradas ao trabalho costumam ter como causas problemas de saúde ou psicológicos e a falta de motivação. Um estudo realizado na Itália apontou também que o estresse é outro fator significativo, levando à diminuição até da inovação nas empresas. 

Entender as causas dos afastamentos e incluir estratégias específicas dentro de um programa amplo de qualidade de vida é uma forma de reverter esse quadro. 

Benefícios de ações voltadas à saúde no trabalho

  • Prevenção de doenças e acidentes;
  • Aumento da produtividade;
  • Diminuição do turnover;
  • Maior potencial de atração de talentos;
  • Retenção de talentos;
  • Maior engajamento dos colaboradores;
  • Elevação da satisfação com o trabalho;
  • Economia financeira;
  • Melhora do clima organizacional;
  • Melhora da reputação da empresa.

Saúde e segurança no trabalho

Embora seja muito comum denominar a relação entre saúde e trabalho como saúde ocupacional, esse termo está mais atrelado a procedimentos para minimizar, eliminar e neutralizar os riscos decorrentes das atividades laborais.

Por lei, as empresas são obrigadas a implementar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), além de cumprir outras exigências previstas em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho.  

O objetivo principal é prevenir riscos ambientais (físicos, químicos e biológicos), ergonômicos e de acidentes, visando à proteção individual e coletiva.

As normas também preveem uma série de procedimentos, como exames admissionais, acompanhamento periódico de saúde, uso de equipamentos de proteção e adequações de instalações físicas. 

Essas determinações legais precisam ser incluídas nos programas de promoção da saúde no trabalho. Mas vale ressaltar que a tendência nas organizações é cada vez ir mais além, diversificando práticas e procedimentos para que o trabalho se torne sinônimo de crescimento, satisfação, felicidade e bem-estar.

Saúde mental no trabalho

Até os anos 2000, o tema era considerado tabu, mas hoje já se fala abertamente sobre os efeitos dos transtornos psíquicos na vida das pessoas, sobretudo no desempenho profissional. 

A pandemia da covid-19 também colocou a saúde mental no trabalho em evidência. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou em 25% somente no primeiro ano da crise sanitária.

Em comunicado, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que “este é um alerta para que todos os países prestem mais atenção à saúde mental”.

As empresas podem contribuir com ações de conscientização, oferecimento de rede apoio e implementação de práticas voltadas para o acolhimento, a escuta, a reflexão e o bem-estar.

Work-life balance: por que o termo é importante para a saúde do trabalhador

Pensar em formas de promover um equilíbrio maior entre vida pessoal e trabalho também se tornou estratégico para as empresas.

Além de maior produtividade, com work-life balance há uma melhora no clima organizacional. Com mais pessoas dispostas e felizes no trabalho, a capacidade de atrair e reter talentos é ampliada.  

Modelos de trabalho mais flexíveis, como o remoto e o híbrido, também podem resultar em economia financeira e permitem a realocação de recursos para mais benefícios.

Como usar Whatsapp Business para ter mais saúde no trabalho

Instalar o aplicativo corporativo e criar regras para o uso são dicas úteis para quem utiliza a ferramenta no trabalho. Essa é uma das formas para se manter o work-life balance. 

Mensagens a todo momento podem causar ansiedade ou dificultar a desconexão. Em casos extremos, o uso desgovernado do aplicativo para fins profissionais pode levar ao estresse crônico e até ao burnout.

“Isso está relacionado principalmente a estar sempre ligado ao trabalho, com a mente naquilo, em um constante estado de atenção, pensando que precisa responder, precisa estar disponível. Aí a gente não consegue relaxar”, afirma Jess Huang, psicóloga da Alice.

O WhatsApp Business é gratuito e permite que sejam feitas configurações relacionadas a horários de atendimento, respostas automáticas, etiquetas e filtros.

Como medir a felicidade e o bem-estar no trabalho?

Combinar a perspectiva individual com as características do ambiente é o principal desafio de pesquisadores que tentam encontrar maneiras de medir a felicidade no trabalho

Embora não exista fórmula ou método capaz de fazer a análise com precisão, os estudos sinalizam o que deve ser levado em conta, como emoções positivas no cotidiano profissional e o estilo das lideranças. 

Para um panorama mais preciso, há indicadores e métricas. O levantamento mais tradicional é a pesquisa de clima, que tem como objetivo descobrir como o ambiente de trabalho é visto pelos colaboradores.

Outra metodologia bastante usada é o Net Promoter Score (NPS). Também utilizado para medir a satisfação dos clientes, esse tipo de levantamento consiste em uma pergunta única e simples: “Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de você recomendar nossa empresa para um colega ou amigo?”.

Um case para se inspirar

Trabalho sustentável e saudável é a característica da Linus, empresa responsável pela criação da primeira sandália de plástico vegana brasileira. 

A startup conta com 20 colaboradores, engajados em garantir a sustentabilidade em todas as etapas da cadeia produtiva. 

“Nossa missão é tornar o bem-estar um estilo de vida, tanto individual quanto coletivo. São coisas interdependentes: as pessoas não vão estar bem se o mundo não estiver bem, e o mundo não vai estar bem se as pessoas não estiverem bem.”

Isabela Chusid, CEO da Linus

Esse pensamento também se aplica à rotina de trabalho na empresa. A equipe atua em sistema híbrido e a cultura interna é de colaboração. “A Linus vê os profissionais do time como seres humanos. Temos a esfera pessoal e a profissional. E é a mesma pessoa que transita por esses dois campos e todos os outros da vida.”

A Linus também dá flexibilidade para que seus colaboradores escolham o plano de saúde. A gestora de saúde Alice é uma opção.

Plano de saúde x gestora de saúde

Um time saudável e satisfeito é uma bela receita de sucesso em qualquer negócio.

Um bom convênio para todos é um ponto de partida, mas logo você vai descobrir que o plano convencional oferece uma visão reativa para a saúde das pessoas.

É um seguro que cobre despesas médicas quando elas acontecem, mas não ajudam seu time a se tornar mais saudável de forma preventiva.

Saúde e bem-estar vão muito além disso. E a saúde mental dos colaboradores, como fica? Afinal, quando alguém tem burnout já é tarde demais… É necessário um acompanhamento constante do dia a dia. 

Alice para Empresas é um conceito novo de gestão de saúde corporativa. Um plano de saúde tem hospitais, laboratórios e uma rede credenciada de médicos. A gestora de saúde Alice para Empresas tem tudo isso {de altíssima qualidade e com cobertura nacional} e vai além: acompanha a saúde de cada membro de pertinho, de forma personalizada, coordenada e humana, sempre de olho na prevenção e na promoção de hábitos saudáveis.

Os profissionais estão disponíveis para ajudar cada pessoa do time nos objetivos de saúde (como dormir melhor ou correr uma maratona), nas queixas do dia-a-dia (como uma mancha na pele que surgiu do nada) ou mesmo em uma emergência. É mais do que um plano empresarial tradicional.

“Acho superinteressante a proposta de acompanhar qual é o objetivo de saúde do indivíduo e ajudá-lo a alcançar esta meta. A maneira como a gente olhava para a nossa saúde era: se dói alguma coisa ou se sinto algo, vou atrás do médico ou da rede [credenciada]”, explica Lucas Fernandes, líder de gente e gestão da Caju, empresa de tecnologia especializada em benefícios e soluções para RH, que tem a Alice para Empresas como gestora de saúde.