Quando a gente pensa em saúde no Brasil hoje, rapidamente a dividimos em duas categorias: pública e privada. Claro, essa ideia não está de todo errada, mas, ao longo dos anos, o setor se expandiu muito, trazendo diversas outras subcategorias.

De um lado está o Sistema Único de Saúde (SUS), que atende mais de 70% da população – isso significa que mais de 150 milhões de brasileiros dependem da saúde pública. Do outro, está a saúde privada. E é aqui que a coisa começa a se desdobrar.

Atualmente, pouco mais de 47 milhões de brasileiros fazem uso de planos de saúde – isso dá cerca de 22,7% da população. Os dados, atualizados em 2019, são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula as operadoras de saúde suplementar (que é a mesma coisa que plano de saúde privado).

Ainda de acordo com a ANS, são 754 operadoras em todo o país que oferecem planos individuais, familiares e coletivos.

Se formos pensar que a saúde suplementar nasceu na década de 1950, concluímos que esse foi um mercado que andou a passos lentos – principalmente comparado a outros setores –, resistente a mudanças e, principalmente, à integração com a tecnologia.

Mas esse cenário vem se transformando. O avanço tecnológico que dominou diversos mercados chegou à saúde, digamos, tardiamente. Mas chegou:

As chamadas healthtechs, mais do que uma evolução da forma como lidamos com a saúde hoje, representam uma ruptura na cultura do setor, que ainda sofre com questões burocráticas {haja papel!}, falta de automatização e descentralização de dados. 

Quem já teve que repetir diversas vezes os sintomas de um problema de saúde ou o histórico pessoal em diferentes atendimentos sabe do que a gente está falando.

“As healthtechs propõem a solução de problemas da área da saúde por meio da tecnologia”, diz Guilherme Azevedo, cofundador da Alice. “A tecnologia permite que informações que antes não eram integradas passem a ser e, assim, a gente consiga agir de forma mais eficiente e precisa. Dessa forma, somos capazes de usar os dados a favor da saúde, garantindo que as informações fluam e que a gente possa entregar o cuidado com agilidade e segurança.”

Gestora de saúde, porque um plano de saúde não é suficiente

Um pouco de história

Lá na década de 1950, no governo do Juscelino Kubitschek, com cada vez mais indústrias automobilísticas chegando ao Brasil, cresceu a demanda por mão-de-obra especializada e, principalmente, forte e saudável.

Aí, em 1956, um médico chamado Juljan Czapski fundou em São Paulo a Policlínica Central, que foi considerada a primeira empresa de planos de saúde do país – e assim nasceram os primeiros planos de saúde coletivos.

Dali em diante, a saúde suplementar passou a se expandir em alta velocidade. No início da década de 1960, surgiram as cooperativas de saúde. Muita gente começou a se interessar por planos individuais e, em 1980, o setor passou por uma regulamentação, o que ajudou a evoluir bastante o mercado das operadoras.

O setor seguiu expandindo, mas teve um momento de desaceleração em 1994 com a implementação do Plano Real e a consequente baixa da inflação, já que as operadoras faturavam muito com as aplicações financeiras.

O mercado viveu dias difíceis até 1998, quando foi criada a Lei n° 9.656, marcando uma nova regulamentação da saúde suplementar.

Essa medida disciplinou o mercado de planos de saúde, deixando-o mais próximo ao que conhecemos hoje, com financiamento dos convênios, períodos de carência e definições claras dos serviços a serem prestados pelos profissionais de saúde.

E, claro, como acontece com a maior parte dos mercados, o setor da saúde também fica à mercê da economia do país, retraindo quando ela retrai – como aconteceu em 2014, quando enfrentamos uma crise brava – e crescendo quando ela volta a esquentar.

Mas, de forma geral, em termos de evolução enquanto produtos e serviços, o mercado de planos de saúde passou muitas décadas sem mudanças significativas.

Enfim, as healthtechs

É difícil precisar quando as healthtechs nasceram, já que seu conceito é bastante amplo: em sua essência, healthtech é um serviço de saúde baseado em tecnologia.

Ou seja, empresas {como a Alice} utilizam inovações tecnológicas, como Big Data e inteligência artificial, para garantir um atendimento em saúde integrado, mais ágil, preciso e seguro.

“Quando comparamos uma healthtech a empresas tradicionais de saúde, a principal diferença é que a primeira é um negócio que nasceu com a cultura de trabalho baseada em tecnologia. Então, quando falamos em healthtechs, é importante entender que, nesse modelo, a tecnologia anda lado a lado com a saúde. Essa é uma diferença fundamental. A tecnologia não está a serviço do sistema, ela não é apenas uma área de suporte, ela é o produto”, diz Guilherme. 

Sem dúvida, as healthtechs nasceram como uma resposta eficiente às deficiências do setor – ou, como a gente costuma chamar no universo da inovação, a dor –, oferecendo soluções para velhos problemas.

Automatização dos processos, centralização e o compartilhamento dos dados de pacientes de forma sigilosa e segura, análises preditivas de evolução de tratamentos, atendimento on-line e até diagnósticos simples a distância são algumas das vantagens que esse modelo oferece sobre os sistemas tradicionais.

Não à toa, segundo um levantamento do Sistema de Inteligência Setorial do Sebrae-SC no início de 2019, houve no mundo todo um crescimento de 90% no volume de investimentos em healthtechs entre 2010 e 2017. No Brasil, esse setor ganhou asas em 2018, crescendo rapidamente – nesse cenário nasceu a Alice, em 2020.

De acordo com um relatório da KPMG, em 2019 o país contabilizava 288 startups de saúde. Não é pouca coisa, considerando que os pólos de inovação brasileiros são relativamente recentes.

Sim, nós somos uma healthtech, mas também somos uma gestora de saúde. 

O que isso significa na prática?

Somos uma healthtech porque criamos uma tecnologia do zero que faz com que a gente consiga disseminar essa cultura de inovação na saúde.

Hoje, nosso sistema permite que a gente ofereça a todos os nossos membros, com a mesma qualidade, acompanhamento personalizado, integração de cuidados baseada na Atenção Primária à Saúde e atendimento eficiente – isso tudo funciona com a mesma eficácia em média e larga escalas.

E somos uma gestora de saúde porque temos uma proposta diferenciada: queremos que nossos membros sejam saudáveis.

Alice, a primeira gestora de saúde do Brasil

Parece óbvio? Peraí:

“Quando as pessoas pensam em plano de saúde, associam a hospitais, clínicas, laboratórios… Enfim, vão lembrar do plano quando ficam doentes. Na Alice, criamos um plano de saúde como ele deve ser: para cuidar da sua saúde, não da sua doença”, explica Guilherme. 

Por isso somos uma gestora de saúde: oferecemos, desde o primeiro momento, um Time de Saúde com especialistas de diferentes áreas que vão te acompanhar na sua rotina, garantindo que você esteja sempre saudável. Esse é nosso principal objetivo.

E se você ficar doente? Tudo bem, a gente pensou nisso também: seu plano oferece convênio em hospitais e laboratórios de ponta. Mas a ideia é que você precise deles o mínimo possível.

Por isso, além do Time de Saúde, você ainda conta com o Alice Agora no app, nosso atendimento sempre a postos para o que você precisar, e a Casa Alice, onde você pode realizar consultas presenciais e alguns procedimentos.

Ah, se quiser vir tomar um café com a gente e saber mais sobre como a Alice funciona, nossas portas estão sempre abertas. 😉

Linha do tempo da saúde

A história da saúde suplementar no Brasil

Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

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