[Report] Os modelos de trabalho adotados por empresas inovadoras

Profissionais de RH do ecossistema de inovação explicam como escolheram seus modelos de trabalho.


Reportagem: Patrícia Resende

[Report] Os modelos de trabalho adotados por empresas inovadoras

A

pergunta que não sai das rodas de gestores de RH de empresas no Brasil e mundo afora é: presencial, híbrido ou remoto? Com o avanço da vacinação contra a covid-19 e o retorno ao convívio presencial, profissionais que trabalham com gestão de pessoas ficam em dúvida sobre qual modelo de trabalho seguir.

O fechamento global de escritórios no início de 2020 para evitar a propagação do coronavírus foi abrupto, mas não se mostrou temporário, como muitos imaginavam, e gerou mudanças sem volta no mundo do trabalho.

O home office, antes comum entre funcionários autônomos, naquele ano passou a ser a regra nos setores que permitiram essa mudança. Nos EUA pré-pandemia, 23% dos funcionários trabalhavam de casa. Em dezembro de 2020, esse índice era de 77%, segundo pesquisa do Pew Research Center.

Antes, o trabalho envolvia deslocamento, convívio de perto, cafés, almoço, happy hour. Mas e agora? O que pode ser feito de casa? O que precisa ser feito presencialmente? Os anos de trabalho a distância trouxeram aprendizados e ampliaram as possibilidades.

Aqui na Alice, o modelo escolhido é o remote-first, ou seja, remoto em primeiro lugar, com liberdade para que os colaboradores escolham o modelo que preferirem. 

“Entendemos que cada Pitaya {como chamamos os nossos colaboradores} tem o seu contexto, suas preferências e sua rotina. Algumas pessoas trabalham melhor de casa, outras num café e outras talvez no próprio escritório. Queremos que nosso modelo de trabalho reflita isso, pois acreditamos que um time feliz e engajado também gera mais valor para a Alice”, diz Sarita Vollnhofer, responsável pela área de People da Alice. 

“Para nós, o modelo remote-first tem muito a ver com um ambiente de confiança e o conceito de liberdade com responsabilidade em que tanto acreditamos”, afirma. 

Buscamos desvendar os processos por trás das decisões sobre modelo de trabalho (remoto, híbrido ou presencial) de sete empresas inovadoras. 

Afterverse, Cora, Loft, Loggi, Movile, Neon e Quinto Andar gentilmente abriram suas portas {virtuais} para nós e contaram quais foram os fatores que influenciaram essa escolha. 

Um spoiler: no centro das definições está a preocupação em ouvir os colaboradores e em reter pessoas talentosas, engajadas e felizes. 

Essas experiências podem trazer insumos para ajudar você, gestor de RH, a tomar a melhor decisão sobre modelos de trabalho no pós-pandemia para a sua empresa.

 

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Mariana Versolato, editora de conteúdo da Alice
Afterverse
Capítulo 1

Afterverse

Universos sem barreiras

Startup de games nasceu sob o modelo remote-first e alcançou mais diversidade no time

Afterverse

“Be brave”, “embrace all players” e “fair play” são termos comuns no universo de games. Para vencer, é preciso ter persistência e ousadia, conhecer jogadores e personagens e agir conforme as regras. 

No mundo real, esses também são valores cultuados pela startup de games Afterverse

Com foco na alta performance, a empresa adotou o modelo remote-first (ou seja, o trabalho remoto é a principal forma de trabalho) em um contexto de diversidade, autonomia e confiança. 

A Afterverse, aliás, já nasceu dessa forma. Em 2021, quando deixou de ser uma business unit dentro da Playkids para se tornar uma desenvolvedora de jogos eletrônicos independente, surgiu a oportunidade de criar um novo ambiente de trabalho para os colaboradores. 

Quem já estava no time e quem se juntou ao grupo depois passou a ter um contrato de teletrabalho. 

“Tivemos a possibilidade de fazer reajustes para uma tabela mais adequada ao mercado de games. Fizemos estudo de remuneração e compensation, além de atualizar nossa carteira de benefícios”, conta Bia Zanatel, gerente de People da Afterverse. 

Para viabilizar o trabalho remoto, a empresa também contratou serviços de aluguel de mobiliário ergonômico e de utilização de espaços de coworking, como alternativa ao home office. Os investimentos incluíram ainda ferramentas tecnológicas e uma consultoria externa para capacitar as lideranças. 

“Na Afterverse a gente fala muito de universos porque buscamos desenvolver e criar universos que conectem as pessoas, derrubando barreiras onde quer que elas estejam. Considerando o modelo de trabalho que a gente escolheu, no universo das nossas lideranças não teríamos como não pensar em sempre aprimorar a gestão remota”, destaca a executiva. 

A Afterverse tem cerca de 240 colaboradores, também chamados de “bravers”, em 15 estados e três países. O time é considerado diverso, o que contribui também para diversificar ainda mais a cartela de games da empresa, dona de sucessos como PK XD e Crafty Lands. Ambos já conquistaram mais de 50 milhões de jogadores em todo o mundo.

Além de suporte físico, a empresa também oferece orientações e estímulos para fortalecer o sentimento de pertencimento ao time. “Temos uma frase no nosso guia de trabalho remoto que diz: ‘O que nos une não é o ambiente físico, o que nos une é o sonho’”, finaliza Bia.

Tivemos a possibilidade de fazer reajustes para uma tabela mais adequada ao mercado de games. Fizemos estudo de remuneração e compensation, além de atualizar nossa carteira de benefícios

Bia Zanatel,
gerente de People da Afterverse

Em números

Confira alguns dados de destaque da Afterverse

Cora
Capítulo 2

Cora

Flexibilidade e colaboração levadas em conta

Banco digital estabeleceu o ‘anywhere office’, que permitiu expandir a equipe

Cora

Agir com o coração e coragem para empreender são os conceitos por trás do nome do banco digital Cora. A startup, criada para facilitar a vida de quem precisa abrir uma conta PJ, também busca contribuir para o bem-estar de seus colaboradores. 

O time quadruplicou em 2021, e a atração de novos talentos foi o que mais pesou na definição do modelo de trabalho remoto.

“Durante a pandemia, ficamos remarcando o retorno do trabalho presencial. Quando ouvimos as pessoas envolvidas no recrutamento e os colaboradores que já estavam aqui, vimos que havia o desejo do remoto e que seria inviável lutar contra isso”, conta Gustavo Viegas, Chief Human Resources Officer da Cora.  

O “anywhere office” permitiu expandir a equipe, que hoje tem cerca de 400 pessoas – mais de 60% vivem fora de São Paulo.

“Estávamos num contexto de crescer e observamos os vários movimentos do mercado. Em posições de tecnologia, as pessoas estão recebendo ofertas com a possibilidade de trabalhar remotamente. Assim começamos a encontrar talentos em várias localidades”, acrescenta Bárbara Camargo, Head of Talent Acquisition. 

Além de contarem com mais de dez benefícios (como R$5.000 por ano para educação, licença-maternidade e licença-paternidade estendidas e auxílio para home office mensal), os colaboradores têm a opção de ‘be a partnership’, para a compra de ações da empresa. 

Assim que são admitidos, eles são estimulados a nutrir um ambiente colaborativo. As lideranças também assumem o papel de ‘people developer’ para ajudar no desenvolvimento de outras pessoas, com reuniões one-on-one semanais. 

Essa é uma das estratégias da Cora para criar relações de confiança, fortalecer vínculo e aumentar a proximidade do time, ainda que virtualmente. 

“No modelo remoto, a sociabilização e a interação presencial fazem falta. E a inovação vem de encontros disruptivos, como os papos no cafezinho. Temos criado alternativas como o ‘random coffee’, para conversas informais sobre coisas aleatórias, e encontros presenciais semestrais”, destaca Gustavo.  

Em maio, toda a equipe se reuniu num resort para participar de um festival com programação voltada para a qualidade de vida e conexões sociais. 

Durante a pandemia, ficamos remarcando o retorno do trabalho presencial. Quando ouvimos as pessoas envolvidas no recrutamento e os colaboradores que já estavam aqui, vimos que havia o desejo do remoto e que seria inviável lutar contra isso

Durante a pandemia, ficamos remarcando o retorno do trabalho presencial. Quando ouvimos as pessoas envolvidas no recrutamento e os colaboradores que já estavam aqui, vimos que havia o desejo do remoto e que seria inviável lutar contra isso

Gustavo Viegas,
Chief Human Resources Officer da Cora

Em números

Confira alguns dados de destaque da Cora

Loft
Capítulo 3

Loft

Liberdade para morar e trabalhar

Plataforma digital de imóveis readequou estrutura na pandemia e adotou o modelo híbrido

Loft

A habilidade de redesenhar projetos está no DNA da Loft, plataforma digital de venda, compra e reforma de imóveis. 

Por isso, quando veio a pandemia de covid-19, a empresa conseguiu adequar rapidamente toda a sua estrutura para que seus serviços, que incluem também financiamento e seguros residenciais, continuassem em expansão.

A adoção permanente do modelo híbrido entrou no horizonte da proptechem 2020. Hoje são 1.200 funcionários no marketplace atuando de forma remota, presencial ou mista. A rotina de trabalho depende da função e da proximidade com o cliente final. 

“Em qualquer cenário, temos que gerar valor para o cliente, e isso tem que ocorrer da forma mais eficiente. Alguns times precisam ser presenciais ou pelo menos híbridos, principalmente os mais comerciais”, afirma Renata Feijó, VP de People da Loft. 

Para a empresa, as relações humanas devem seguir o propósito de Freedom Living, em que as pessoas têm liberdade de escolher como viver. Esse conceito foi aplicado internamente com a criação do Freedom Living at Work – fl@w (lido como flow!). Nessa proposta, o colaborador pode alinhar com o líder como e onde trabalhar. 

“Tivemos toda uma adaptação, que compreendeu a dinâmica do time, o treinamento de lideranças, o conjunto de ferramentas e formas de documentação”, descreve Renata. 

Para fortalecer a cultura interna, os cinco valores da Loft (Customer-Driven, Proud to Build, Be adaptable, Be Yourself e Win Together) batizam os andares da sede da empresa. 

O andar “Be Adaptable”, por exemplo, foi inicialmente pensado para ser um local de silêncio. Mas, quando o time de vendas se reúne, o ambiente ganha outra energia. “O nome foi quase um preditivo. O andar acaba se adaptando às duas realidades: uma mais quieta e outra de maior troca e celebração”, diz Renata.

O escritório acabou se tornando símbolo de pertencimento e de formação de boas memórias, mesmo para o colaborador que é adepto do trabalho remoto e frequenta pouco o espaço.

“Em qualquer cenário, temos que gerar valor para o cliente, e isso tem que ocorrer da forma mais eficiente. Alguns times precisam ser presenciais ou pelo menos híbridos, principalmente os mais comerciais”

Renata Feijó,
VP de People da Loft

Em números

Confira alguns dados de destaque da Loft

Modelo híbrido é o favorito no Brasil

Fonte: PwC Brasil e PageGroup

Loggi
Capítulo 4

Loggi

Confiança para definir os rumos

Startup de logística tem diferentes modelos de trabalho para diferentes funções

Loggi

Se para muitas empresas o desafio na pandemia foi adequar as rotinas de trabalho ao modelo remoto, na Loggi, uma startup de logística, a preocupação era como manter boa parte da equipe trabalhando presencialmente.

Isso porque as entregas foram consideradas serviços essenciais, e o número de pedidos via e-commerce cresceu aceleradamente no período.

Para a segurança dos “loggers” atuantes nas bases de operações, houve reforço de medidas preventivas contra a covid-19, ao mesmo tempo em que foram criadas condições para que os times administrativos ou de tecnologia pudessem prestar os serviços remotamente.

A experiência com o modelo híbrido desde o início deu origem a pesquisas, entrevistas com lideranças e mapeamento de atividades para a definição de como as coisas ficariam quando fosse possível reabrir o escritório. 

Os estudos se transformaram no projeto “Futuro do Trabalho”, que apontou quais funções funcionariam em cada modelo e quais benefícios e políticas de reembolso seriam aplicáveis. 

A primeira coisa que sentimos das pessoas foi a confiança de que definiríamos os melhores modelos de acordo com cada situação

Viviane Pereira,
coordenadora de Cultura e Desenvolvimento na Loggi

A empresa investiu em um programa de capacitação para aperfeiçoar a eficiência dos times. A proposta inclui planejar bem a semana de trabalho, prevendo momentos de concentração. 

“Valorizamos o que chamamos de ‘tempo de foco’. A gente pede para as pessoas priorizarem isso na agenda delas. Em vez de ficarem entre uma reunião e outra, sem sequer ter tempo de fazer um desdobramento de uma tarefa que você acabou de pedir na reunião, há esse intervalo”, exemplifica Viviane. 

Para integração das equipes, foi criado o “Café com Logger”. Quem participa entra num sorteio virtual em que semanalmente são definidas duplas, de áreas diferentes, para que as pessoas possam se conhecer. “É como se fosse o café na copa. Já saíram projetos muito bacanas, ideias e sugestões desses encontros”, destaca a coordenadora. 

Em números

Confira alguns dados de destaque da Loggi

Homens e mulheres preferem modelos remotos

Fonte: PwC Brasil e PageGroup

Movile
Capítulo 5

Movile

Investindo no bem-estar das pessoas

A empresa ouviu seus colaboradores e adotou o trabalho remoto permanentemente

Movile

“Encaixe o trabalho na sua vida (e não o contrário)” foi uma das mensagens fortemente divulgadas pela Movile em outubro de 2021, quando a empresa anunciou que adotaria o trabalho remoto permanentemente. 

Principal investidora de iFood, Afterverse, Wavy, Zoop, Sympla e Movile Pay, a empresa já adotava o modelo que chama de  people-first – ou seja, considera as pessoas em primeiro lugar.

“Fizemos uma pesquisa, e de 80% a 90% das pessoas responderam que queriam o híbrido ou o trabalho remoto. Só 5% disseram que queriam trabalhar presencialmente”, conta Thays Borin, Experience & Engagement Lead da Movile. 

A flexibilidade prevaleceu porque o modelo de negócios permite o trabalho a distância, que também atende aos valores da empresa.

“O Movile Way tem o propósito de promover a melhor experiência para a jornada individual das nossas pessoas, promovendo a inclusão, o pertencimento, a liberdade e a autonomia para que cada um entregue o seu melhor resultado de acordo com a sua realidade e com o que faz mais sentido como propósito de vida”, explica Thays.

É um local pensado e feito para as pessoas, com o propósito de gerar conexões, que fortalece e possibilita uma imersão dentro da nossa cultura

Thays Borin,
Experience & Engagement Lead da Movile

A Movile tem 80 pessoas no time, de diferentes lugares do país. ‘Movilianos’ e ‘movilianas’ se reuniram presencialmente em maio de 2022 durante a inauguração do novo escritório em São Paulo, e a diversidade de perfis e sotaques ficou evidente. 

“É um local pensado e feito para as pessoas, com o propósito de gerar conexões, que fortalece e possibilita uma imersão dentro da nossa cultura, mas que reforça a mensagem de que podemos entregar resultados de todos os lugares”, afirma Thays Borin.

O espaço de 1.500 m² também quer proporcionar acolhimento, colaboração e conexão com empresas investidas, parceiros e o ecossistema de startups. 

A Movile busca acelerar empresas para melhorar a vida das pessoas e se destaca por liderar jornadas em caminhos incertos. Referência quando o assunto é antecipar tendências, saiu na frente quando escolheu o modelo remoto para proporcionar bem-estar ao time.  

Neon
Capítulo 6

Neon

Liberdade com responsabilidade

Fintech dá autonomia para que colaboradores decidam melhor modelo de trabalho

Neon

Híbrido, flexível e opcional. É assim que a fintech Neon define o modelo de trabalho oferecido aos cerca de 1.800 colaboradores. 

Batizada de “Neon em todo o canto”, a proposta dá autonomia para que as pessoas decidam se desejam trabalhar de casa, em espaços de coworking ou nos dois escritórios da empresa em São Paulo. 

“Se a pessoa quiser adotar o modelo 100% remoto, ela pode. E se quiser ir ao escritório todo dia também”, afirma Roberta Valezio, sócia e Head de Engajamento & Experiência. 

A fintech preza por liberdade com responsabilidade. Como cresceu muito nos últimos dois anos e contratou pessoas em diversos estados, elaborou um planejamento detalhado para o modelo híbrido. Além de infraestrutura para o trabalho a distância, foram adotadas “regras de ouro” para a convivência virtual.

“A ideia é que fique muito claro o que é esperado ou não. E que haja bom senso quanto ao volume de reuniões ou de mensagens trocadas, por exemplo. A gente criou um dia sem reuniões, que só ocorrem se houver alguma emergência, e uma faixa de horário de almoço transversal em que elas não são recomendadas”, conta Roberta. 

Se a pessoa quiser adotar o modelo 100% remoto, ela pode. E se quiser ir ao escritório todo dia também

Roberta Valezio,
Head de Engajamento & Experiência na Neon

Boas práticas de comunicação também são reforçadas. “Propagamos muito a ideia de que valorizamos o nosso tempo e a nossa atenção. Ao enviar uma mensagem, por exemplo, é importante ser objetivo.”

Encontros presenciais são organizados pelos times, que contam com orçamento para isso, de acordo com o número de pessoas na equipe. Atividades virtuais para criação de laços são estimuladas com pílulas de cultura – campeonato de videogame, clube do livro e grupo de mentoria são algumas delas. 

A empresa comemora os reflexos das iniciativas nos níveis de satisfação. “Estamos com a nossa menor taxa de turnover e o eNPS subiu 24 pontos. Seguramente, tem relação com o modelo. Até porque as pessoas declaram isso. Contam que gostam de trabalhar aqui e que não sairiam. E falam que tem a ver com essa flexibilidade”, finaliza Roberta Valezio. 

Quinto Andar
Capítulo 7

Quinto Andar

No conforto de casa

Na plataforma de moradia, o trabalho remoto mescla eficiência e equilíbrio

Quinto Andar

A tecnologia é fundamental para conectar funcionários, parceiros e clientes do Quinto Andar. O grupo está presente em mais de 75 cidades no Brasil, além de Argentina, Equador, Panamá, Peru e México.

Com a pandemia, essa expertise foi usada para a adoção do trabalho remoto, modelo que a Quinto Andar pretende continuar implementando. Até então, a maioria dos colaboradores da plataforma de moradia trabalhava presencialmente em três prédios na Vila Madalena, na capital paulista. 

De acordo com Juliana Jordão, People Director do grupo Quinto Andar, a mudança no modelo de trabalho seguiu um planejamento que começou naquela época e foi sendo refinado progressivamente. 

O plano inclui mobiliário e equipamentos para os colaboradores trabalharem de casa, auxílio financeiro para internet e outros benefícios.  

“O trabalho remoto deu muito certo. Não tivemos prejuízo em resultados e produtividade. Entre os colaboradores, o feedback do remoto é mais positivo do que negativo”, afirma. 

As lideranças foram capacitadas para orientar os times sobre como manter uma rotina de trabalho equilibrada. 

“Essa conscientização envolve, por exemplo, a necessidade de pausas para descompressão e maneiras de sinalizar que estamos online ou não”, exemplifica Juliana. 

A empresa realiza reuniões e eventos presenciais pontuais, conforme a necessidade de cada time, e também propicia encontros virtuais ligados a temas diversos. 

Os grupos de afinidade, como Orgulhar (LGBTQIAP+), Empretecer (racial), Acessibilizar (PCD) e Equalizar (de gênero), conectam pessoas com objetivos semelhantes e ainda resultam em ideias e propostas de impacto social. 

O trabalho remoto deu muito certo. Não tivemos prejuízo em resultados e produtividade. Entre os colaboradores, o feedback do remoto é mais positivo do que negativo

Juliana Jordão,
People Director do grupo Quinto Andar

Preferência pelo home office por idade

Fonte: PwC Brasil e PageGroup

EXPEDIENTE

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Reportagem: Patrícia Resende

Edição: Mariana Versolato

Projeto Visual: Tiago Araujo

Fotos: Germano Lüders e Eduardo Frazão

Tratamento de imagem: Carlos Pedretti

SEO e apoio técnico: Murilo Oliveira

Desenvolvimento Front-end: Thiago Bako

Colaboração: Sarita Vollnhofer

Revisão e supervisão: Diego Iraheta

Este report é propriedade intelectual da Alice. A reprodução deste conteúdo deve ser feita desde que citado o link e a fonte {Blog Alice me Disse}. Qualquer alteração neste conteúdo deve ser autorizada pela Alice. Fale com a gente pelo e-mail: